realidade

alone together

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realidade

a gente tenta.

a gente não desiste. a gente não desiste de tentar de novo , não desiste de tentar esquecer, não desiste de tentar voltar, nem de tentar nunca mais olhar. a gente se pega comentando com um amigo que “ainda ama” com aquele sorrisão no rosto e felicidade escrito na testa, ou que “ainda dói”, com um mar de lágrimas no rosto e a maior cara de triste que a gente consegue fazer mesmo sem querer.
a gente fica no mesmo ambiente, e passa pelos mesmos lugares que passamos juntas,tentando viver e dizer que não dói mais. a gente pára naquelea árvore que era nossa durate um instante, e depois volta a caminhar, pra fingir que não doeu a passada por ali.

mas sempre vai doer. e a gente sempre vai tentar. seja tentar esquecer, ou tentar voltar. um dia vai nos fazer rir, e no instante seguinte, nos fazer chorar.

e aquela história de que o tempo cura tudo? pode ser, mas ouvi dizer que dor de amor, nunca teve remédio.

bom, deixa estar.

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acordem.

queria saber por que vocês, heterossexuais, acham que o mundo gay é divertido e cheio de purpurina. só por que o amigo gay é engraçado e divertido? gente, acordem. ser gay é triste. ser gay é triste, é solitário, é depressivo. ser gay não é bonito, não é legal. não é porque vocês vão na parada livre nos olhar como se estivéssemos em uma vitrine, que vocês nos apoiam. e podem ser sinceros, porque a gente sabe que grande parte de vocês, só quer ver aquela festa gigante com trio elétrico, gay music e show de drag queen. vocês só querem ver a parte divertida. mas a triste, aquela parte terrível e assustadora, cabe somente a nós, enquanto ela nem deveria existir. é bonito ver toda aquela festa que toma conta da paulista, pra vocês. pra alguns de nós, cabe a indignação de ver que algo que deveria ser a favor dos nossos direitos, se tornar uma festa, onde somos tratados como animais, quando a festa acaba. e é fácil ver isso nos crimes que acontecem após várias paradas gays (e infelizmente, não só após). é fácil ver isso, quando a organização da parada gay de porto alegre sofreu ameaças, e quando nazistas disseram que iriam jogar bomba na gente, se a parada fosse realizada. é fácil ver o preconceito, quando jovens são cruelmente assassinados quando andam na rua, ou quando sentam em um bar. não é bonito ser gay, porque a gente nasce com um dedo apontado pra nossa cara. a gente nasce tendo que explicar porque somos do jeito que nascemos. é solitário ser gay, porque nunca sabemos quem vai nos incriminar. ser gay, é crime em 76 países. em 76 países, eu não posso ser quem eu nasci. crimes contra gays por causa do preconceito, não é crime. homofobia não é crime. matar alguém por ele ser o que não pediu pra ser, não é crime. eu não pedi pra ser gay, mas se um louco achar que pode me ofender por isso, eu sequer tenho o direito de reclamar.
o amigo gay de vocês é divertido, porque é a forma que ele encontra de tentar ao máximo fugir do preconceito, é a forma que ele encontra de garantir uma certa aprovação.

 

 

“Vocês são uns covardes, vagabundos, criminosos. Vocês são uns boçais, que atacam nos homossexuais a miséria sexual que vocês tem dentro. Solitários, desamados por mulheres e homens… Vocês tem ódio da liberdade dos gays, da coragem que tiveram em assumir sua identidade sexual, porque vocês, não tem identidade alguma.  Eles são muito mais corajosos do que vocês, que vivem trancados no medo e no ódio. Vocês invejam nos gays a sensibilidade que desenvolveram como minoria. Sensibilidade que vocês não atingem. Se vocês morassem no Irã, seriam pelo apedrejamento da Sakineh. Vão pra lá… O colega de vocês, Ahmadinejad disse que lá não tem homossexual. Ou então, porque é que vocês não vão atacar lá no Rio de Janeiro na praia gay em Ipanema? Há um tempo, um bando de pitboys resolveu bater naquelas bonecas, malhadas, fortíssimas, de bigode. Eles souberam, ergueram a bandeira colorida e esperaram. Pra quê? Eles deram tanta porrada nos playboys que todos acabaram chorando no meio fio…É, viraram pitlulus. É isso. Saudades de Madame Satã, a grande boneca guerreira que chamava pro pau uma patrulha inteira da policia especial, e, depois, ia cantar num cabaré qualquer da lapa…” – jabor.

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