Definição de Avô

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Definição de Avô

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vide bula

“As pessoas têm de morrer; os amores de acabar. As pessoas têm de partir, os sítios têm de ficar longe uns dos outros, os tempos têm de mudar.

Sim, mas como se faz? Como se esquece? Devagar. É preciso esquecer devagar. Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre.

Podem pôr-se processos e acções de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores peixeiradas, mas não se podem despejar de repente. Elas não saem de lá. Estúpidas!”

 

daqui: http://xicosa.blogfolha.uol.com.br/2013/03/25/receita-para-esquecer-um-amor-vide-bula/

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aqueles acasos da vida.

 

nós nos conhecemos em uma época meio louca, mas muito boa. eu tinha acabado de voltar de curitiba e tinha saído da fase “odeio porto alegre e quero voltar pra curitiba agora” e ido direto pra fase “eu amo essa cidade, amo meus amigos, meu deus como não vi isso tudo antes?”. então durante a semana eu ia tomar café pelos cafés do bom fim, sucos na lancheria do parque, fazia caminhadas fotográficas  pelos bairros próximos e nos finais de semana eu ia pra mesma casa noturna encontrar todo mundo, toda sexta-feira e sábado, sagrados. ás vezes a gente ia pra casa de alguém antes se arrumar e beber um pouco, ás vezes era aqui em casa mesmo, ás vezes em algum bar, ás vezes a gente se encontrava lá mesmo… na volta quase sempre voltávamos juntos a pé até a primeira padaria aberta pra tomarmos café da manhã juntos e na maioria das vezes alguém dormia na minha casa, ou ao menos me trazia até em casa. mas também tinham as vezes que eu saia de casa sozinha, pegava um taxi, não marcava com ninguém, chegava na tal casa noturna e encontrava todo mundo ou algumas poucas pessoas. foram raras as vezes que não encontrei nenhum conhecido na pista, porém, essas foram as mais divertidas. como eu era amiga de todo staff da casa, dos donos aos seguranças, sempre preferia ficar sentada no bar ou perto da cabine dos djs. 

lembro que essa era a semana do carnaval e a cidade ficou vazia, eu tava sentada no bar e do nada comecei a conversar com um menino sobre um assunto qualquer. um tempo depois, minha amiga chegou e perguntou da onde a gente se conhecia e nos apresentou. ele era um amigo dela de outro estado que tinha vindo morar aqui. nunca mais na vida consegui chamar o menino pelo nome dele depois que ela me contou esse fato. a gente saiu da festa cantando, conversando, pulando e já combinamos mais outras. muitas outras. e assim foi… nos conhecemos aquele dia e inexplicavelmente surgiu uma conexão tão forte que a gente não se separou mais. até que a vida nos separou. minhas aulas começaram, o trabalho começou, o tempo acabou e foi cada um para um lado. um dia caminhando de noite pela cidade, encontrei o dani sentado em um bar com uma amiga. ele insistiu pra eu sentar junto e insistiu pra que eu saísse com eles. tive que ir na casa dele buscar uma camiseta dele emprestada e deixar a minha lá, já que eu só tinha saído pra caminhar… depois disso, o dani foi morar um tempo fora e dar um up na carreira. virou alguém importante e a gente parou de se falar de novo, mas o facebook tava sempre ali. um dia a gente se encontrou numa festa do cinema. quer dizer, ele me encontrou. e eu nem sei explicar a sensação de receber o abraço dele. mas de novo, o dani ia ir viajar pra outro país por um tempo e dessa vez nem sabia quando ia voltar e eu… bom, eu ainda precisava acabar a faculdade, então ia ficar por aqui mesmo. hoje me deu saudade do dani e eu deixei um recado pra ele resmungando sobre minha saudade. a surpresa foi que ele respondeu na hora que então era pra gente marcar algo, porque ele voltou a morar aqui e melhor ainda, pertinho da minha casa. 

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a gente tenta.

a gente não desiste. a gente não desiste de tentar de novo , não desiste de tentar esquecer, não desiste de tentar voltar, nem de tentar nunca mais olhar. a gente se pega comentando com um amigo que “ainda ama” com aquele sorrisão no rosto e felicidade escrito na testa, ou que “ainda dói”, com um mar de lágrimas no rosto e a maior cara de triste que a gente consegue fazer mesmo sem querer.
a gente fica no mesmo ambiente, e passa pelos mesmos lugares que passamos juntas,tentando viver e dizer que não dói mais. a gente pára naquelea árvore que era nossa durate um instante, e depois volta a caminhar, pra fingir que não doeu a passada por ali.

mas sempre vai doer. e a gente sempre vai tentar. seja tentar esquecer, ou tentar voltar. um dia vai nos fazer rir, e no instante seguinte, nos fazer chorar.

e aquela história de que o tempo cura tudo? pode ser, mas ouvi dizer que dor de amor, nunca teve remédio.

bom, deixa estar.

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crave, sara kane

Reflections of a Skyline
“E eu quero brincar de esconde-esconde, te emprestar minhas roupas, dizer que amo seus sapatos, sentar na escada enquanto você toma banho, e massagear seu pescoço. E beijar seu rosto, segurar sua mão e sair p’ra andar. Não ligar quando você comer minha comida, e te encontrar numa lanchonete p’ra falar sobre o dia. Falar sobre o seu dia e rir da sua, sua paranóia. E te dar fitas que você não ouve, ver filmes ótimos, ver filmes horríveis. E te contar sobre o programa de TV que assisti na noite anterior e não rir das suas piadas. Te querer pela manhã, mas deixar você dormir mais um pouco. Te dizer o quanto adoro seus olhos, seus lábios, seu pescoço, seus peitos, sua bunda. Sentar na escada, fumando, até seus vizinhos chegarem em casa, sentar na escada, fumando, até você chegar em casa. Me preocupar quando você está atrasado, e me surpreender quando você chega cedo. E te dar girassóis e ir à sua festa e dançar. Me arrepender quando estou errado e feliz quando você me perdoa. Olhar suas fotos e querer ter te conhecido desde sempre. Ouvir sua voz no meu ouvido, sentir sua pele na minha pele, e ficar assustada quando você se irrita. Eu digo que você está linda, e te abraçar quando você estiver aflita, e te apoiar quando você estiver magoada, te querer quando te cheiro, e te irritar quando te toco e choramingar quando estou ao seu lado. E choramingar quando não estou. Debruçar-me no seu peito, te sufocar de noite e sentir frio quando você puxa o cobertor e sentir calor quando você não puxa. Me derreter quando você sorri, me desarmar quando você ri. Mas não entender como você pode achar que estou rejeitando você quando eu não estou te rejeitando, e pensar como você pôde pensar que eu te rejeitaria. E me perguntar quem você é, mas te aceitar do mesmo jeito. E te contar sobre o “tree angel”, “o menino da floresta encantada” que voou todo o oceano porque ele te amava. Comprar presentes que você não quer e devolvê-los denovo. E te pedir em casamento, e você dizer “não” denovo mas continuar pedindo, porque embora você ache que não era de verdade mas sempre foi sério, desde a primeira vez que pedi. Ando pela cidade pensando. É vazio sem você mas eu quero o que você quiser e penso. Estou me perdendo, mas vou contar o pior de mim e tentar dar o melhor de mim porque você não merece nada menos que isso. Responder suas perguntas quando prefiro não responder, e dizer a verdade mesmo que eu não queira, e tentar ser honesto porque sei que você prefere. E achar que tudo acabou, espera só mais dez minutos antes de me tirar da sua vida. Esquecer quem eu sou e me deixar tentar chegar mais perto de você. E de alguma forma, de alguma forma, de alguma forma compartilhar um pouco do irresistível, imortal, poderoso, incondicional, envolvente, enriquecedor, agregador, atual, infinito amor que eu tenho por você.”

Dirigido por Michael Tamman & Richard Jakes.
Os atores são Christopher Dunlop e Fiona Pearce.
Gravado em um telhado, em Londres. Assista.

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