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fui encontrada.

a pessoa certa me encontrou. um dia, ela apareceu. assim, sem mais, nem menos. abriu a porta e entrou sem
sequer bater ou pedir licença. e, como se não bastasse, jogou a chave fora para que eu não pudesse expulsa-la. demorei meses para aceitar o fato de
saber que era ela. não acreditava, ou simplesmente não queria acreditar. me envolvi com outras pessoas, me afastei e fiz de tudo para fingir que era apenas
coisa da minha cabeça. mas chega uma hora que não tem mais como fingir, né? e depois de dois anos, explodi. aquele clichê de alma gêmea, sabe? foi bem isso.
aquela menina me completava como ninguém. era meu número exato, o drink perfeito que procurei em todos os bares e nunca achei, o livro perdido que nunca
encontrara. porém, ela me achou. do nada. e quando eu menos esperava. um dia surgiu na minha frente e me fez a pessoa mais feliz. só ela era capaz de me
acordar e eu não ter o rotineiro mau humor matinal, ou de fazer toda minha raiva/tristeza passar com apenas um “oi”. apenas a voz no telefone antes de
dormir, me acalmava como se fosse um calmante. e era, meu calmante natural. só aquelas ligações no meio da balada pra dizer que me amava, me levaram a felicidade
extrema. não posso dizer que foi amizade, paixão ou um simples amor. foi amor verdadeiro e puro, daqueles que não se encontra duas vezes na vida.
pena que, a pessoa certa é na verdade, a pessoa errada. pelo simples fato de, a pessoa certa, fazer tudo muito certo. e eu nunca quero coisas certas.
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