eu

desabafo.

eu queria ser uma dessas pessoas que se contenta com pouco e consegue nascer, viver e morrer no mesmo lugar. que não quer um lugar pequeno, nem um tão monstruoso. que consegue viver com o que tem e ser feliz assim, sem precisar de mais. que nao se sente presa, mesmo em uma cidade grande. mas eu preciso de mais que isso. nao preciso de comodidade, domingos ensolarados e amigos de infância jantando na minha casa sabado a noite. eu preciso de caos, de instabilidade, de desordem, simplesmente por essa ser eu. preciso sair de casa sem saber pra onde ir e o que fazer, dobrar a esquina sem saber o que eu vou ver, ter que achar uma rua, por nunca antes ter ouvido falar. preciso saber que eu tenho amigos em minas, porto alegre, curitiba, sao paulo, brasilia, manaus, alguns pela europa, outros pelo resto do mundo pra certo dia aparecer do nada e tocar a campainha deles, com um abraco pronto pra dar e um eu te amo cheio de saudade pra ser matada e historia pra contar. eu nao sou esse tipo de gente de um lugar só. sou do tipo cidadao do mundo, que vai conhecendo as pessoas e fazendo amigos, sem nunca deixar a distancia atrapalhar. so sei ser isso. se nao for assim, nao quero. o resto me da uma puta preguica de viver. ser assim por nao saber ser de outro jeito, pode ser a melhor coisa em uma hora… viver em constante mania e euforia é viciante. mas em muitas horas, é o pior pesadelo do mundo.
“as vezes duvido se uma vida calma e tranquila teria sido conveniente para mim – e no entanto as vezes anseio por isso.” – byron.
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