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“caol, tá dueeeeeeenduuuu!”

– caoooool! tá dueeeeeeenduuuuuu!
– tá doendo o quê, marina?
– a viiiiiiiiiiiida.

– marina, 5 anos, reclamando da vida.

quando minha prima de CINCO anos reclamou que a vida estava doendo, eu dei risada. e ela começou a chorar. como eu queria que a vida voltasse a ser igualzinha quando a quando eu tinha cinco anos.

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eu, Sem categoria

roubei

roubei da mari.

três filmes que eu assisto sempre que passam
garota interrompida
goonies
a educação de pequena árvore

três dois lugares em que eu já morei
curitba
porto alegre

três programas de TV que eu gosto
greys anatomy
manhattan connection (juro!! haha)
big bang theory

três coisas que eu faço todo dia sem falta
fumo
desenho
brinco com o ziggy (cachorro)

três comidas favoritas
sushi
cereja (a fruta)
pizza

três lugares em que eu gostaria de estar
floripa
são paulo
berlin

três coisas que me assustam:
acidentes de carro
violência
homofobia

três coisas que eu estou sentindo agora:
ansiedade
medo
preguiça

três coisas que tenho ouvido no meu telefone:
“pq vc desliga esse celular?”
“carrega esse celulaaaaaaaaaaaaaar!”
“tira essa droga do modo reunião!”

três coisas que eu odeio:
acidente de carro
gente que se atrasa
calor

três coisas em cima da minha mesa:
cigarro
estojo
copo

três coisas que eu estou fazendo agora:
esperando a hora de ir pro médico
editando fotos
jogando poker

três coisas que eu quero fazer antes de morrer:
morar na alemanha
aprender latim
viajar muuuuuuuuito

três coisas que eu sei fazer:
sushi
drinks
cadernos

três maneiras de descrever minha personalidade:
explosiva
bipolar
mimada

três filmes que você deveria assistir:
going the distance (:~)
the blind side
precious

três coisas que eu gostaria de aprender:
desenhar melhor
ser mais organizada
kung fu

três coisas que eu bebo regularmente:
chá
café
coca-cola

três programas de TV que eu assistia quando era pequena:
xou da xuxa
glub glub
castelo rá-tim-bum

três programas de TV que não perco por nada:
man vs food
e! news
casos bizarros

três lugares:
meu quarto
qualquer aeroporto
praia mole

três coisas que fiz hoje:
chorei
fui no hospital
exames

três coisas na gaveta:
blocos de canson
um monte de color plus
esquadros

três datas importantes:
14/12/08 (madonna.)
06/05/06 (ziggy nasceu.)
10/06/06 (ziggy ME adotou. ;)))

três anos importantes na minha vida:
2006 (perdi minha vó.)
1998 (minha amiga morreu.)
2009 (um trilhão de motivos, um trilhão de pessoas.)

três coisas que me fazem chorar:
acidentes de carro.
crueldade
filmes

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acordem.

queria saber por que vocês, heterossexuais, acham que o mundo gay é divertido e cheio de purpurina. só por que o amigo gay é engraçado e divertido? gente, acordem. ser gay é triste. ser gay é triste, é solitário, é depressivo. ser gay não é bonito, não é legal. não é porque vocês vão na parada livre nos olhar como se estivéssemos em uma vitrine, que vocês nos apoiam. e podem ser sinceros, porque a gente sabe que grande parte de vocês, só quer ver aquela festa gigante com trio elétrico, gay music e show de drag queen. vocês só querem ver a parte divertida. mas a triste, aquela parte terrível e assustadora, cabe somente a nós, enquanto ela nem deveria existir. é bonito ver toda aquela festa que toma conta da paulista, pra vocês. pra alguns de nós, cabe a indignação de ver que algo que deveria ser a favor dos nossos direitos, se tornar uma festa, onde somos tratados como animais, quando a festa acaba. e é fácil ver isso nos crimes que acontecem após várias paradas gays (e infelizmente, não só após). é fácil ver isso, quando a organização da parada gay de porto alegre sofreu ameaças, e quando nazistas disseram que iriam jogar bomba na gente, se a parada fosse realizada. é fácil ver o preconceito, quando jovens são cruelmente assassinados quando andam na rua, ou quando sentam em um bar. não é bonito ser gay, porque a gente nasce com um dedo apontado pra nossa cara. a gente nasce tendo que explicar porque somos do jeito que nascemos. é solitário ser gay, porque nunca sabemos quem vai nos incriminar. ser gay, é crime em 76 países. em 76 países, eu não posso ser quem eu nasci. crimes contra gays por causa do preconceito, não é crime. homofobia não é crime. matar alguém por ele ser o que não pediu pra ser, não é crime. eu não pedi pra ser gay, mas se um louco achar que pode me ofender por isso, eu sequer tenho o direito de reclamar.
o amigo gay de vocês é divertido, porque é a forma que ele encontra de tentar ao máximo fugir do preconceito, é a forma que ele encontra de garantir uma certa aprovação.

 

 

“Vocês são uns covardes, vagabundos, criminosos. Vocês são uns boçais, que atacam nos homossexuais a miséria sexual que vocês tem dentro. Solitários, desamados por mulheres e homens… Vocês tem ódio da liberdade dos gays, da coragem que tiveram em assumir sua identidade sexual, porque vocês, não tem identidade alguma.  Eles são muito mais corajosos do que vocês, que vivem trancados no medo e no ódio. Vocês invejam nos gays a sensibilidade que desenvolveram como minoria. Sensibilidade que vocês não atingem. Se vocês morassem no Irã, seriam pelo apedrejamento da Sakineh. Vão pra lá… O colega de vocês, Ahmadinejad disse que lá não tem homossexual. Ou então, porque é que vocês não vão atacar lá no Rio de Janeiro na praia gay em Ipanema? Há um tempo, um bando de pitboys resolveu bater naquelas bonecas, malhadas, fortíssimas, de bigode. Eles souberam, ergueram a bandeira colorida e esperaram. Pra quê? Eles deram tanta porrada nos playboys que todos acabaram chorando no meio fio…É, viraram pitlulus. É isso. Saudades de Madame Satã, a grande boneca guerreira que chamava pro pau uma patrulha inteira da policia especial, e, depois, ia cantar num cabaré qualquer da lapa…” – jabor.

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Carta para vocês, jovens.

O charme do passado era que tudo, de certa forma, era melhor. A vida? Era mais leve, sem pressa. Os casamentos duravam, a baixo de brigas que nem sempre eram tão graves, e se fossem, as pessoas faziam-as não parecer e fingiam esquecer. A juventude tinha vontade de viver, vontade de lutar e a mais importante: vontade de ser feliz. A velhice parecia ser mais leve e duradoura. A música falava de amor verdadeiro e os livros tinham sentido. Aliás, naquela época, ainda era possível chorar ao ouvir uma música e voltar para certos momentos ao ler um livro. Em uma viagem não muito tempo atrás a casa de uma tia avó no Rio de Janeiro, começei a mexer em sua coleção de lp’s. Ali, achei coisas fantásticas e sons que marcaram minha infância e que continuam marcando minha vida até hoje. Logo após voltar, meu primo, de 8 anos, ao me ver ouvir Gustav Mahler, perguntou se eu não tinha algo legal para ouvir. Isso me fez pensar o que de fato seria hoje em dia a definição para “algo legal para ouvir”, e descobri que o legal de hoje em dia, não é o meu legal. Que os meus compositores, as minhas bandas, minhas músicas, meus cantores, meus álbuns… não são legais. Que hoje em dia legal é Justin Bieber e Billie Holiday na verdade nunca soube de nada. Mas seriam essas crianças as culpadas? Seria eu muito chata? Seria na verdade, culpa de ninguém e uma mudança impossível não acontecer? Talvez todas as alternativas. Mas falando em alternativas, por que não dizer para essas crianças que Billie Holiday sabia muita coisa, que Gustav Mahler era genial, que Bukowski é um autor sensacional e que Florbela Espanca escrevia coisas lindas? Será que essa criançada de hoje em dia já leu A Droga da Obediência, ou O Mundo de Sofia? Será que a galera que hoje em dia faz vestibular, sabe quem foram os Poetas Malditos? Aposto que alguns mal sabem porquê existiu um impeachment em 1992. Talvez eu que saiba de mais, estude de mais e me informe de mais. Gostaria de viver uns mil anos, para poder estudar tudo o que eu gostaria de estudar, ler todos os livros já publicados, ouvir todos os álbuns geniais espalhados por aí, conhecer todos os melhores artistas, assistir todos os filmes já produzidos. Enquanto eu passo meu tempo abusando da biblioteca da faculdade e enchendo minha analista e professores com milhões de perguntas, eles ficam ouvindo Jay Z e lendo Harry Potter. Coitados, e agora nem ler Sir Monteiro Lobato, podem mais!

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ele.

Situations have ended sad Relationships have all been bad Mine have been like Verlaine’s and Rimbaud But there’s no way I can compare All them scenes to this affair You’re gonna make me lonesome when you go

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mudanças.

nasci e cresci em ruas calmas, com pouco movimento. acostumei com o silêncio, com os pássaros cantando, com as crianças brincando na rua e comprando balas no mercadinho do bairro – fui uma dessas. porém, como toda bipolar e chata, precisava de barulho e um pouco de caos, coisa que por perto não existia. enchi tanto o saco por ser a única que morava “longe de tudo e todos, num lugar que mal tem barulho e nunca podendo pegar carona porque era necessário atravessar a cidade pra chegar em casa” que me mudei. dessa vez, pra zona central da cidade e pra um dos dois bairros que passei mais tempo na vida. talvez por meus avós maternos morarem aqui e eu ir na casa deles todos os dias quando era criança, esse bairro me traga tanta saudade e tanta sensação boa. parece que o “bom fim” me abraça, todos os dias. mas voltando pro assunto do começo do desabafo, me mudei pro contrário. de rua consideravelmente calma, me mudei pra uma das mais barulhentas e movimentadas. olha, eu ainda consigo ouvir uns passarinhos cantarem, mas em meio a tantas buzinas, gritos e sons altos, os passarinhos são os que menos encomodam.

mas pelo menos eu já posso pegar carona.

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falando por mim.

I was staring at the sky, just looking for a star
To pray on, or wish on, or something like that
I was having a sweet fix of a daydream of a boy
Whose reality i knew, was a hopeless to be had
But then the dove of hope began its downward slope
And i believed for a moment that my chances
Were approaching to be grabbed
But as it came down near, so did a weary tear
I thought it was a bird, but it was just a paper bag
Hunger hurts, and i want him so bad, oh it kills
Cuz I know I’m a mess he don’t wanna clean up
I got to fold cuz these hands are too shaky to hold
Hunger hurts, but starving works
When it costs too much to love
And I went crazy again today,
Looking for a strand to climb
Looking for a little hope
Baby said he couldn’t stay, wouldn’t put his lips to mine,
And a fail to kiss is a fail to cope
I said, “honey, i don’t feel so good, don’t feel justified
Come on put a little love here in my void”
He said “it’s all in your head”, and I said “so’s everything”
But he didn’t get it
I thought he was a man
But he was just a little dang boy
Hunger hurts, and i want him so bad, oh it kills
Cuz i know i’m a mess he don’t wanna clean up
I got to fold cuz these hands are too shaky to hold
Hunger hurts, but starving works
When it costs too much to love
Hunger hurts, but i want him so bad, oh it kills
Cuz i know i’m a mess he don’t wanna clean up
I got to fold cuz these hands are just too shaky to hold
Hunger hurts, but starving works
When it costs too much to love
Hunger hurts, but i want him so bad it kills
Cuz i know i’m a mess he don’t wanna clean up
I got to fold cuz these hands are too shaky to hold
Hunger hurts, but starving works,
When it cost too much to love.
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