eu, filha da putice, realidade

they, they betray, I’m your only true friend now…

droga de segundo semestre. que os maias não estejam certo, porque não quero viver o último semestre da minha vida com gesso no pé e pulando de muletas pra tudo quanto é canto, precisando de cadeira de rodas pra ir no supermercado ou num shopping center. consegui torcer o pé e cair, sem sequer estar bêbada – o que é pior, porque ao menos eu teria uma boa desculpa, e fazer uma porra de uma fratura interna e externa na droga de um osso minúsculo do pé direito. e de tão minúsculo que o osso é, demoraram UM FUCKING MÊS pra verem na ressonância que a droga do osso tinha duas fraturas e demoraram o mesmo FUCKING MÊS pra só então pedirem a droga do único exame capaz de detectar a tal fratura e/ou rompimento de ligamento. isso depois de me mandarem ir mexendo os pés aos poucos, me mandarem pra 10 sessões de fisioterapia sendo que meu pé dói até pra lavar (imagina fazer fisio, eu literalmente gritei de dor na clínica), me darem tylex, me tirarem o tylex, me darem dorflex (= água), me tirarem o dorflex, me devolverem o tylex, me tirarem o tylex, me darem nimesulida, me tirarem o nimesulida, me darem de novo dorflex, depois de novo tylex, e assim um loop infinito por um mês. um mês improdutivo, de dor crônica durante esse tempo inteiro (não fiquei um segundo sequer sem dor, a não ser quando tomava codeína), pé inchado, de casa/hospital/hospital/casa, com duas escapadas públicas para ver amigos e inclua aí uma formatura a qual eu usei cadeira de rodas e janta com os amigos. fora o mês inteiro sem poder ir pra faculdade, já que fiquei proibida de PENSAR em encostar o pé no chão e também sem ir no estágio, que por mais que eu trabalhe sentada, consegui ir um dia e só da perna ficar o dia inteiro baixa (trabalho sentada) eu fiquei o dia inteiro com dor e tomando paracetamol de 3h/3h – tylex e dorflex me dão MUITO sono.
aí que eu pretendia voltar pra vida inteira na segunda-feira. não ia ser reprovada por falta, porque até segunda-feira eu estou no exato limite de faltas do semestre inteiro, então tudo certo na vida acadêmia. e não perderia o estágio porque meu chefe é um amor.
aí depois de passar por tudo isso, repetir 83424 exames, consultar com três médicos diferentes e apelar pro melhor da cidade que resolveu fazer um exame só ‘pra garantir que não tem nada MESMO’, eu descubro todo esse diagnóstico interminável e de recuperação chata e interminável. recuperação chata = pé pra cima, gesso por no mínimo 3 semanas e fisioterapia até sabe deus quando. dor eu nem menciono.

a verdade é que eu achei que isso não fosse nada de grave, como todos me disseram e acabei nem ligando, achando que a essa hora ele já estaria melhor e segunda-feira eu estaria de volta à vida. e a outra verdade é que na hora que eu caí, eu rezei pra ele ter quebrado logo, porque eu sabia que torção é pior que fratura, mas né ‘não tem fratura, só uma torção grave’ foi o que eu mais ouvi no último mês.

update/aviso:
tô chata, tô birrenta, tô de mau humor e ainda tô em mania mesmo tentando desesperadamente de todas as formas me deprimir pra tornar essas semanas mais fáceis de aguentar ficar em casa sem surtar, mais do que eu já surtei. já assisti o netflix inteiro, zerei minhas séries, acabei meu estoque de folhas em branco para desenho, acabei meus pasteis da pentel, li 02 livros e não mais o que fazer pra esse tédio sem fim acabar. então pra segurança de todos, é meio que bom manter distância pelo menos pessoalmente durante esses dias, já que eu posso fazer a britney e resolver sair agredindo geral que me irritar com guarda-chuva.

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eu, love

another sunny day

The lovin is a mess what happened to all of the feeling?
I thought it was for real; babies, rings and fools kneeling
And words of pledging trust and lifetimes stretching forever
So what went wrong? It was a lie, it crumbled apart
Ghost figures of past, present, future haunting the heart
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eu, histórinhas, love, realidade

a banda mais bonita da cidade.

A banda mais bonita da cidade só podia ser curitibana.
Só de olhar, quem é um pouco curitibano, sente que A banda é um pouco sua. No meu caso, ela é os domingos ensolarados no Museu do Olho tocando violão e brincando de esconde-esconde. São os domingos nublados com churrasco no terraço que acabavam com banho de chuva. São as noites em dias de semana andando de balanço na praça do Mercês. São as sextas-feiras de algodão doce e crepe de chocolate na feirinha da Praça da Ucrânia. São as manhãs de quinta-feira com café da manhã no Babilônia. São as tardes com cerveja na UFPR, que acabavam em um churrasco no Juvevê. A banda mais bonita da cidade é a quarta-feira à noite na república dos meninos da fotografia, na rua mais escura de Portão. É a república mais bagunçada, bonita e aconchegante. São as noites regadas à fotos, à músicas brasileiras, à voz e violão, à maracatu, à amigos, novos e antigos. São as noites onde a cerveja era comprada na casa do tio da esquina, que faz churrasquinho e vende pro bairro. São as noites andando de skate pelo Portão e caindo, e rindo, e tentando de novo, como crianças sem medo de se machucar. São os dias de sol e chuva, com direito à arco-íris, no Largo da Ordem. São os passeios pelo Centro Histórico, com esfiha no Come-Come. Ou as sextas-feiras com Maracatu na XV e festa na frente da UFPR. São os passeios pela República Argentina, com o maior pão de queijo da cidade, pra acabar deitando na grama da Praça do Japão. São os domingos de atletiba e os sábados de café, no Mafalda. É a semana do Festival de Curitiba, com teatro no meio da rua pra quem quiser ver, e os lindos espetáculos no Guaíra. É a programação da Pinacoteca e as feirinhas da Praça Osório com comidas típicas de cada época.

A banda mais bonita da cidade é de Curitiba, porque Curitiba salva o nosso coração, que não é tão simples quanto pensa e nela cabe o que não cabe na dispensa. Cabe o meu AMOR, cabem três vidas inteiras, cabe uma penteadeira. Cabe nós dois. Cabe até o meu amor.

Não poderia ser de outra cidade. Ela é linda, simples, fácil, feliz. Como tudo deveria ser. De cidades à músicas. De pessoas à bandas. De sorrisos ao amor.

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eu, histórinhas

um deserto…

igualzinho ao do texas. parece nao ter fim, com montanhas e uma estrada enorme e larga que eu nao sei onde vai dar. no chao. longe. na linha do horizonte. é de plastico. pequeno, mas pesado. amarelo, solido e ta parado. depois do cubo. é uma escada de bombeiros, de aco. tá no chao, perdida por ali. tem 10 degraus. é marrom e tá correndo, parece de competicao. se aproximando aos poucos da escada. nao usa nada e é adulto. tipo um furacao. longe mas aproximando. o cavalo se assusta, o cubo voa e a escada ainda ta no mesmo lugar. sem chuva, so um vento forte.  so cactos. em quase todos os cantos, mas principalmente perto da estrada. verdes e alguns meio amarelados.

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eu, Sem categoria

roubei

roubei da mari.

três filmes que eu assisto sempre que passam
garota interrompida
goonies
a educação de pequena árvore

três dois lugares em que eu já morei
curitba
porto alegre

três programas de TV que eu gosto
greys anatomy
manhattan connection (juro!! haha)
big bang theory

três coisas que eu faço todo dia sem falta
fumo
desenho
brinco com o ziggy (cachorro)

três comidas favoritas
sushi
cereja (a fruta)
pizza

três lugares em que eu gostaria de estar
floripa
são paulo
berlin

três coisas que me assustam:
acidentes de carro
violência
homofobia

três coisas que eu estou sentindo agora:
ansiedade
medo
preguiça

três coisas que tenho ouvido no meu telefone:
“pq vc desliga esse celular?”
“carrega esse celulaaaaaaaaaaaaaar!”
“tira essa droga do modo reunião!”

três coisas que eu odeio:
acidente de carro
gente que se atrasa
calor

três coisas em cima da minha mesa:
cigarro
estojo
copo

três coisas que eu estou fazendo agora:
esperando a hora de ir pro médico
editando fotos
jogando poker

três coisas que eu quero fazer antes de morrer:
morar na alemanha
aprender latim
viajar muuuuuuuuito

três coisas que eu sei fazer:
sushi
drinks
cadernos

três maneiras de descrever minha personalidade:
explosiva
bipolar
mimada

três filmes que você deveria assistir:
going the distance (:~)
the blind side
precious

três coisas que eu gostaria de aprender:
desenhar melhor
ser mais organizada
kung fu

três coisas que eu bebo regularmente:
chá
café
coca-cola

três programas de TV que eu assistia quando era pequena:
xou da xuxa
glub glub
castelo rá-tim-bum

três programas de TV que não perco por nada:
man vs food
e! news
casos bizarros

três lugares:
meu quarto
qualquer aeroporto
praia mole

três coisas que fiz hoje:
chorei
fui no hospital
exames

três coisas na gaveta:
blocos de canson
um monte de color plus
esquadros

três datas importantes:
14/12/08 (madonna.)
06/05/06 (ziggy nasceu.)
10/06/06 (ziggy ME adotou. ;)))

três anos importantes na minha vida:
2006 (perdi minha vó.)
1998 (minha amiga morreu.)
2009 (um trilhão de motivos, um trilhão de pessoas.)

três coisas que me fazem chorar:
acidentes de carro.
crueldade
filmes

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eu

desabafo.

eu queria ser uma dessas pessoas que se contenta com pouco e consegue nascer, viver e morrer no mesmo lugar. que não quer um lugar pequeno, nem um tão monstruoso. que consegue viver com o que tem e ser feliz assim, sem precisar de mais. que nao se sente presa, mesmo em uma cidade grande. mas eu preciso de mais que isso. nao preciso de comodidade, domingos ensolarados e amigos de infância jantando na minha casa sabado a noite. eu preciso de caos, de instabilidade, de desordem, simplesmente por essa ser eu. preciso sair de casa sem saber pra onde ir e o que fazer, dobrar a esquina sem saber o que eu vou ver, ter que achar uma rua, por nunca antes ter ouvido falar. preciso saber que eu tenho amigos em minas, porto alegre, curitiba, sao paulo, brasilia, manaus, alguns pela europa, outros pelo resto do mundo pra certo dia aparecer do nada e tocar a campainha deles, com um abraco pronto pra dar e um eu te amo cheio de saudade pra ser matada e historia pra contar. eu nao sou esse tipo de gente de um lugar só. sou do tipo cidadao do mundo, que vai conhecendo as pessoas e fazendo amigos, sem nunca deixar a distancia atrapalhar. so sei ser isso. se nao for assim, nao quero. o resto me da uma puta preguica de viver. ser assim por nao saber ser de outro jeito, pode ser a melhor coisa em uma hora… viver em constante mania e euforia é viciante. mas em muitas horas, é o pior pesadelo do mundo.
“as vezes duvido se uma vida calma e tranquila teria sido conveniente para mim – e no entanto as vezes anseio por isso.” – byron.
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